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No mundo a arte de negociar requer muitas estratégias e observações para se dar bem e convencer o cliente. Ainda mais no universo da propaganda, onde o cliente já vai preparado e interessado para comprar o serviço.

Por isso vender propaganda ou publicidade é mais difícil, uma vez que não depende somente da forma de negociar mas também do material a ser apresentado e da equipe que atenderá o cliente. No entanto vender publicidade parte do mesmo princípio de se vender qualquer coisa, existe o primeiro contato e a negociação, como em todo tipo de serviço e alguns clichês podem destruir essa negociação e pôr um fim no relacionamento, antes mesmo de começa-lo.

Confira alguns clichês básicos que podem arruinar uma negociação, não só no mundo da publicidade, mas em qualquer outro que seja preciso negociar.

Condições especiais só para você:

Essa historinha de dizer para o cliente assim: “Olha custa tanto, mas para você e só para você farei uma condição especial.” Ou então o clássico: “Só hoje eu farei esse preço para você.” Sinceramente, a pessoa nunca te viu na vida e você já vai dizendo que ela é especial, e acredita mesmo que ela vai acreditar?! O Cliente sabe que ele não é especial para você, que o tal só hoje ou condições especiais só para você não são reais, ele sabe que você diz isso para todo mundo. Por isso, cuidado, dizer que ele é especial, assim de cara, não convence. Conduza as conversa de maneira profissional, trate o cliente bem, com respeito, dedicação e cuidado que ele merece. Se mostre interessado em negociar com ele, mas sem usar o clichê de ser especial.

Se fazer de amigão do cliente:

Isso, de já chegar tratando o cliente como seu amigo de infância, cheio de liberdade e muita descontração pode causar uma ideia errada e transparecer insegurança e falta de profissionalismo. Ninguém vira melhor amigo no primeiro encontro e o cliente sabe muito bem que vocês não cresceram juntos, então não trate seu cliente como brother. Dê chances para desenvolver um relacionamento com ele mas em forçar a barra, com o tempo ele pode sim se tornar seu amigão, mas isso não vai acontecer de cara. Uma coisa é ser gentil, saber descontrair, se mostrar um parceiro em potencial, outra é forçar a barra.

Chamar o cliente por apelidinhos como meu bem, querido e afins:

Essa proximidade intensa cria uma tensão no ar e não passa a sensação de ser bem quisto pelo cliente. Chamar ele de meu bem, querido, fofa, linda dentre outros não é nada profissional, chame-os pelo nome, dê preferência em pôr o senhor ou senhora na frente, e somente se o cliente dizer que não tem a necessidade disso, basta chama-lo pelo nome. Assim você transmite seriedade e vais sentindo o estilo do cliente, como ele gosta de ser tratado e que tipo de abordagem usar na negociação.

Por isso uma das ferramentas que ajuda na hora da negociação é a observação, olhos e ouvidos bem atentos, preste atenção nas ações, caras e emoções do cliente, elas irão lhe dizer como agir . Essas dicas valem para agências de publicidade e propaganda e qualquer outra empresa que faça negociações.